O ARTISTA

As pinturas abstracionistas de Maiato, como se assina artisticamente a pintora carioca Norma Faria do Nascimento, nos falam de mundos além do Planeta Terra. A visão da pintora é sempre aquela de querer penetrar num mundo desconhecido, onde formas e cores, num todo, se completam em total harmonia. Aderir à linguagem abstrata não foi apenas uma escolha de Maiato como artista plástica, mas quase necessidade íntima de enfrentar as diversas armadilhas que essa linguagem de pintura proporciona aos seus criadores.


Desde 1910, quando o pintor russo Vasily Kandinski desafiou as tradicionais leis da pintura com suas telas fora do mundo real, a história da pintura tem conhecido inúmeros artistas que aproveitaram a liberdade de pintar para instigar a si próprio, como também ao espectador, para o processo da criação. Lembre-se ainda que o abstracionismo longe de fincar-se num só ramo, estendeu-se por outros veios cada qual com seus respectivos cânones.


Maiato é uma pintora que tem o abstracionismo como linguagem, embora longe de apoiar-se apenas nas inúmeras possibilidades que o colorido e as formas podem lhe proporcionar. Assim, os relevos têm especial atenção da artista, que nas elaboradas texturas encontra maneiras de expandir sua sensibilidade. Outro aspecto a destacar no trabalho é o saber usar o colorido com parcimônia. Os seus melhores momentos pois, são justamente quando transmitir visível forca dramática usando apenas a cor monocromática, cuja relevância é ao mesmo tempo híbrida entre a abstração e a figura objetivando exprimir emoções interiores. E mais: como é pintora que expande seu vocabulário plástico o âmago da proposta, ou seja, os mundos (planetas?) desconhecido.

Por Geraldo Edson de Andrade,
Professor e crítico de arte, membro da ABCA

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